Padre António Vieira
O gigante da Oratória SacraImagem

Interrogar-se-á o leitor não católico, o estudioso profano, ou até mesmo o aluno agnóstico, anticlerical e pragmático, sobre a oportunidade, as razões, as vantagens, e os inconvenientes, que concorrem e decorrem para o, e ou do lançamento, neste início do terceiro milénio, de uma obra do século XVII, com sermões escolhidos de António Vieira, dado que se trata de prédicas de um padre nos púlpitos do Brasil e da Europa, numa época em que a Igreja – ainda toda poderosa – presidia aos destinos do Planeta, e o esclavagismo se encontrava no seu apogeu, apesar de o Renascimento ter surgido no Velho Mundo com novas práticas e idéias, entre as quais pontificava o humanismo, arejando mentes e consciências; tal interrogação teria sua razão de ser, não fosse Vieira o maior autor de língua portuguesa do século XVII – e um dos maiores de todos os tempos – e não fora a sua obra fruto de um talento inexcedível e de uma erudição ímpar, resultado de uma capacidade de intervenção oportuna e vigorosa, e consequência de uma ousadia sem limites, e de uma curiosidade intelectual única, o que a torna clássica, portanto, antológica.
Entretanto, a obra do padre Vieira impõe-se, ainda – e sobremaneira -, pela elevação e beleza de sua estilística, pela firmeza e clareza de suas construções retóricas, e pela oportunidade e humanismo de suas intervenções político-sociais, em que ora defende índios e negros, ora ataca a corrupção e o abuso, sem se esquecer de defender os cristãos novos, exilados, na tentativa de conseguir o retorno ao reino de seus capitais, tão necessários ao desenvolvimento de Portugal e do Novo Mundo, situação que ainda hoje perdura. Na realidade, os seus sermões – se bem que fossem clássicas peças de oratória sacra – jamais deixaram de ser, também, vibrantes, enérgicas, e oportunas intervenções político-sociais, quer se tratasse da exploração do trabalho escravo, da corrupção administrativa, ou da guerra contra os holandeses.

Quando estudamos Vieira, logo sobressaem as variadas facetas desse grande português do Brasil, onde avulta e brilha o primoroso escritor, o pregador sacro sem concorrente, e o humanista e homem de ação sem paralelo, a um tempo defensor de negros e índios, da justiça e da liberdade, a par de sua postura contra os abusos da Inquisição, sem esquecer o político e diplomata de muitas causas e batalhas, ou o filólogo que falava sete dialetos nativos, nos quais pregava e escrevia os catecismos com que ensinava os índios. Assim sendo, não é de estranhar que a moderna língua portuguesa, saída do gênio de Camões, tenha sido lapidada e consolidada, pela escrita e pela voz do padre Antônio Vieira, que elevou a prosa portuguesa à sua mais alta e pura expressão, como Camões tinha feito com a poesia épica.
Observe o leitor, o que se vem passando nos lugares e países onde – com muita frequência – se desloca o Papa João Paulo II, e repare nos milhões de fiéis e agnósticos, crentes e não tanto e, sobretudo, pessoas de todas as idades, religiões e condições sociais, que correm para ver o homem de carisma e saber, e ouvir aquele que personifica a fraternidade, o bom senso, a bondade, e a justiça. É que a resposta para as mais sérias e profundas indagações do ser humano – de onde viemos, quem somos e para onde vamos – ainda não foi conveniente e definitivamente encontrada, dado que ao nosso entendimento não basta, porque a nossa inteligência não aceita – pura e simplesmente – que a missão na Terra, e o destino final e fatal do Homem, sejam, apenas, a propagação da espécie, seguida do envelhecimento e morte física, quando tudo se acabe, à semelhança do que acontece com todo e qualquer animal e ou vegetal.
Na realidade, as multidões que ouviam Santo Agostinho (2) em Hipona, que na Itália e na França acompanhavam deslumbrados os pronunciamentos de Santo Antônio de Lisboa (3), que no Brasil, em Lisboa, e em Roma, assistiam aos sermões do Padre Antônio Vieira, e que hoje correm para ver e ouvir João Paulo II, procuravam esperam algo mais que um simples sermão, buscavam e desejam mais que uma bela peça oratória, ansiavam e querem muito que um espetáculo social ou humano porque, na realidade, precisam do que ainda não encontraram em suas existências, sejam novos indícios ou provas sobre a Essência da Vida, cintilantes luzes que conduzam a reveladores dados relativos ao Destino do Homem, e, até mesmo, visões que lhes permitam entender a missão dos homens à superfície da Terra, uma vez que a Humanidade, com toda a sua história, com todo o seu acumulado saber, com toda a sua inteligência, com toda a sua obra, com toda a sua racionalidade, de modo algum pode nivelar-se a qualquer outro agrupamento animal irracional.
Estudar António Vieira é abordar os mais complexos problemas da Vida, e mergulhar fundo na Existência e na Essência do Homem, uma vez que a análise crítica de seus sermões nos põe em contacto com fenómenos sociais e existenciais de todos os tempos, pois são de ontem, de hoje, e de sempre, tanto a justiça quanto a liberdade, ética como a fraternidade, a paz assim como a igualdade perante a lei, a alma e o espírito, que devem ser o fim primeiro e último de todo o estudo, e de todo o estudante, quaisquer que sejam a sua especialização académica, a sua ideologia política ou a sua crença religiosa. Além disso, o jesuíta Vieira escrevia e pregava como ninguém, tendo-nos deixado uma obra literária do mais puro vernáculo, original e pura, profunda e eclética, ética e estética, cujo estudo forma e engrandece, instrui e esclarece, eleva e enobrece quando a sua leitura interessada e atenta encanta e delicia o leigo, o estudante, o professor ou o erudito.

António Vieira – O Grande – foi um homem eclético e polivalente, porquanto encarnou vários personagens ao longo de sua atribulada vida, ou melhor, protagonizou, na vida real, e com perfeição, as variadas e importantíssimas funções de pregador, escritor, missionário, professor, diplomata, filósofo, conselheiro real e outras, no desempenho das quais sempre o brilho de sua inteligência, o vigor de sua palavra, o rigor de sua argumentação, a integridade de seu caráter, e a retidão de sua personalidade, augustos atributos que, de tão raros, o tornaram alvo dos baixos sentimentos de todos quantos – por inveja, despeito, ou interesses feridos – se sentiam ameaçados e ou humilhados pela excelência e grandeza de suas qualidades. Em boa verdade, no padre Antônio Vieira concorriam o intelectual e o homem de ação, o erudito e o professor, o orador e o místico, o humanista e o mítico, e a tal ponto, e com tanta profundidade o jesuíta assumia e desempenhava essas nobres tarefas que, em toda a sua longa existência, sempre se mostrou um homem de eleição, admirado e respeitado por nobres e plebeus, negros e índios, governadores e almirantes, reis e cardeais, pois, cada um a sua maneira, reverenciava, em Vieira, um ou mais dos muitos homens que nele se abrigavam.
Naturalmente, o penetrante, eficaz e convincente instrumento de ação e comunicação do padre Antônio Vieira foi a linguagem – falada e/ou escrita – sempre apaixonada e eloquente, vigorosa e convincente, inteligível e abrangente, certeira e inteligente, oportuna e comovente, através da qual cumpriu um longo e brilhante apostolado, exercido quer junto aos primitivos índios da Baía e do Pará e Maranhão (4), como perante os interesseiros colonos da sua capital São Luís; tanto face aos defensores da cidade de São Salvador, como aos seus reais ouvintes da Igreja de São Roque, em Lisboa; tanto perante os nobres da corte de D. João IV, como frente aos ilustres e ilustrados cardeais e prelados do Vaticano; tanto em reunião com os eruditos freqüentadores do palácio da rainha Cristina da Suécia, em Roma, como nas cortes européias, onde desempenhou delicadas e conturbadas missões doiplomáticas. E, em nenhum momento, a sua negritude – era.neto de uma mulata africana – foi obstáculo aos seus objetivos. Na realidade, talvez o padre Antônio Vieira devesse à sua mestiçagem alguns de seus melhores atributos.
Entre os quatro principais modelos de oratória – académica, política, judiciária e sagrada – o classicismo português distinguiu-se e brilhou nesta última, mercê do engenho e arte do padre António Vieira, o gigante dos púlpitos do século XVII que, tanto no Brasil quanto na Europa, atingiu as culminâncias do prestígio e da fama, elevando, até as alturas, a oratória sacra em língua portuguesa, quando os seus Sermões deslumbraram índios e senhores de engenho, plebeus e nobres, simples e eruditos, reis e cardeais, altura em que o próprio papa se viu arrebatado pela demolidora dialética e pelas empolgantes construções retóricas do jesuíta português. Senhor de insuperável gênio verbal, caracterizado por um raciocínio dedutivo de irretocável lógica, o talentoso Vieira manipulava a riqueza vocabular da nossa língua portuguesa, com insuperável maestria, o que lhe permitiu atingir inigualável expressão oral, sem jamais macular a pureza do idioma. Como dizia Fidelino de Figueiredo: “Vieira é um modelo de expressão, de relevo enérgico, e de eloquência. Maravilha-nos que ele conseguisse tais efeitos, com um léxico tão reduzido, e uma sintaxe tão correntia… Um inimitável mestre na arte de combinar valores comuns em efeitos novos e relevantes. Esse dom nasceu com ele, morreu com ele”.
Assim como Camões foi o grande artista da palavra escrita que, com sua obra, proporcionou à moderna língua portuguesa a “arte final” – que à superior beleza estética de sua poética, adicionou uma linguagem vibrante e arrebatadora, e uma riqueza descritiva clara, objetiva, e profunda, a tornarem Os Lusíadas um marco na história da poesia épica mundial, e a sua obra referência da língua dita “de Camões” – não é menos certo que, um século depois, aos sermões do padre Antônio Vieira se deveu, não apenas a consagração definitiva do idioma luso, como, ainda, e principalmente, a consolidação da nobre fala dos hoje mais de duzentos milhões de seres humanos, nos cinco continentes, língua que se aproxima dos 500.000 (quinhentos mil) vocábulos. E tão marcante, permanente e definitiva foi – para a afirmação e perenização da “última flor do Lacio” – a contribuição da obra de Vieira, que o seu biógrafo, D. Francisco Alexandre Lobo, bispo de Viseu, sobre ela, assim se pronunciou:

“Se o uso da nossa língua se perder, e com ele por acaso acabarem todos os nossos escritos, que não Os Lusíadas e as obras de Vieira, o português, quer no estilo da prosa, quer no poético, ainda viverá na sua perfeita índole nativa, e na sua riquíssima cópia e louçania”.

A riquíssima e vasta obra do jesuíta padre Antônio Vieira – de quem conhecemos cerca de duzentos e vinte sermões, mais ou menos seiscentas e cinqüenta cartas, muitos discursos apologéticos, gratulatórios, e panegíricos; além de exortações, exórdios, prédicas, homilias, e orações fúnebres, não esquecendo a sua defesa no processo que lhe foi movido pela Inquisição, e, principalmente, uma relativamente curta peroração, mas encantadora obra-prima, que é Lágrimas do Heráclito (5) defendidas em Roma pelo padre Antônio Vieira contra o riso de Demócrito (6) – dizíamos, a obra de Vieira constitui o mais rico, variado e significativo conjunto de sermões e orações sacras em língua portuguesa, resultado do génio e talento daquele que foi – indiscutivelmente – o maior e mais brilhante orador sacro do século dezessete e um dos pregadores mais talentosos e arrebatadores de sempre, ombreando com Santo Agostinho de Hipona e com Santo Antônio de Lisboa – chamado de Pádua – a par dos mais prestigiados, conhecidos e respeitados doutores da Igreja em todos os tempos e lugares.
Em Vieira, encanta e embriaga a beleza estética de sua parenética – enquanto eloqüência sacra ou arte de pregar – porquanto, nenhum outro pregador da Idade Moderna tão belos sermões escreveu e disse, tão longe chegou na arte sermonária, tanto ousou, tão brilhante e convincente foi e, acima de tudo, tantas paixões extravasou e despertou, como o amado Paiaçu (padre grande) dos índios do Grão Pará e Maranhão, aos quais também muito amou e defendeu contra os abusos dos senhores da época, os quais, nada podendo contra a força de sua palavra, e a capacidade de seus argumentos, acabaram por expulsá-lo para Portugal, assim como aos seus companheiros. Mas, o que mais importa, e se deve destacar_na inigualável obra do padre Antônio Vieira, é a oportunidade dos temas abordados, o sentido de justiça de suas intervenções, e a atualidade de seu conteúdo e de sua doutrina, porquanto – hoje, como ontem – a violência é brutal e generalizada, a miséria injustificada e injusta, e a injustiça social por demais desumana, para não falar da escandalosa e tolerada corrupção.

Da grandiosa, rica, e erudita obra de Vieira, sobressaem naturalmente os Sermões, que resplandecem como brilhantes, por serem empolgantes peças de oratória – acentuadamente barrocas (7) – onde metáforas e alegorias são muitas vezes magistralmente incluídas e manuseadas, de molde a enriquecer imagens e conceitos, que ilustravam a sua linguagem, e causavam profundo impacto no auditório; tais artifícios de discurso e linguagem, de inigualável e elegantíssimo estilo, e de incisiva e clarividente oportunidade, revelavam excepcional talento oratório, aguda e profunda sensibilidade, e enciclopédica erudição, a qual dava mais luz ao já esfuziante brilho da sua palavra, onde sobressaía, indestrutível, a capacidade de argumentação, a tomar inatacáveis – porque conclusivas – suas perfeitas, arrojadas, e belas construções retóricas, normalmente alicerçadas em princípios e revelações bíblicas, devidamente ilustradas com exemplos concretos, do dia-a-dia da vida de seus ouvintes.
Entre os cerca de duzentos e vinte sermões a que fizemos referência, contam-se trinta alusivos ao Rosário, vinte e cinco sobre a Quaresma, dezoito acerca de São Francisco Xavier (o grande apóstolo das índias), catorze relativos à Eucaristia, nove invocando Santo António de Lisboa – dito de Pádua – o mais famoso dos quais é conhecido como Sermão de Santo António ou dos Peixes, porque inspirado no célebre Sermão de Santo António aos Peixes – oito sobre o lava-pés, sete relativos ao Advento, seis sobre o Mandato, quatro invocando São Roque, e três abordando a Quarta-feira de Cinzas, além de outros sobre a Páscoa, o Espírito Santo, o Santíssimo Sacramento, o Pentecostes, sermões de Ação de Graças, muitos mais abordando temas como as Misericórdias, e todos eles belíssimas peças da oratória sagrada lusobrasileira, redigidos no mais puro e belo estilo da nossa língua portuguesa, se bem que – em alguns dentre eles – possamos destacar atributos especiais, tais como a oportunidade dos temas, o vigor e precisão da linguagem, ou a elevada concepção artística, que o orador arquiteta de forma sublime, como no caso do Sermão do Espírito Santo, quando compara o trabalho do missionário (7) – que ele era – ao ofício do artista escultor, e o faz de um modo inigualável:

Vêde o que faz em uma pedra a arte. Arranca o estatuário uma pedra dessas montanhas – tosca, bruta, dura, informe – e depois que desbastou o mais grosso, toma o maço e o cinzel na mão, e começa a formar um homem, primeiro membro a membro, e depois feição por feição, até a mais miúda. Ondeia-lhe os cabelos, alisa-lhe a testa, rasga-lhe os olhos, afila-lhe o nariz, abre-lhe a boca, avulta-lhe as faces, torneia-lhe o pescoço, estende-lhe os braços. espalma-lhe as mãos, divide-lhe os dedos, lança-lhe os vestidos: aqui desprega, al iarruga, acolá recama, e fica um homem perfeito, talvez um santo que se pode pôr no altar. O mesmo será, se à vossa indústria não faltar a graça divina”.

Aqui chegados, cumpre-nos ressaltar o fato de o padre António Vieira – escritor e orador sem paralelo, cuja obra reflete o esplendor da oratória sacra na milenar língua portuguesa, tendo em conta que SantoAntónio pregava em latim – ter-se revelado um homem de exceção, não apenas através dos Sermões que o consagraram e/ou das cartas que o perpetuaram, mas, ainda, através da sua vastíssima obra como evangelizador, professor, diplomata, político e estadista, o que lhe granjeou a inveja e o ciúme de muitos de seus colegas contenporâneos, baixos sentimentos a que ficou devendo perseguições e vinganças, ódios e rancores, traições e maus tratos, a sua expulsão do Maranhão pelos colonos, ou o processo e julgamento a que foi submetido pela Inquisição, de que resultou condenação a quatro anos de cárcere, dos quais cumpriu pouco da metade.
Entretanto, é mister apresentar-vos uma análise crítica específica, e mais acurada, relativamente aos sermões escolhidos para figurarem nesta obra, não apenas esclarecendo os motivos de sua seleção – onde ressaltam a oportunidade dos temas, a profundidade e atualidade dos conceitos, e, acima de tudo, as suas superior beleza estética e moralidade ética, valores perenes sempre presentes na obra do grande jesuíta – como ainda, e principalmente, esclarecer as circunstâncias que presidiram à sua feitura, porquanto, em Vieira, todos os pronunciamentos perseguiam um objetivo imediato, obedeciam a um humanista impulso de consciência e, muito especialmente, visavam uma correção de rumos no sentido da justiça, da valorização da moral social, e do bem-estar das comunidades, mormente das mais desfavorecidas, ignorantes, e destituídas.
São cinco os sermões selecionados para compor a presente obra – apresentados por ordem cronológica – que se encerra com uma brilhantíssima abordagem filosófica do pranto e do riso, conferência efetuada em Roma, no palácio da rainha Cristina da Suécia, perante os mais influentes prelados e dignitários da corte papal, que lá se reuniam frequentemente:

01 – Sermão da Primeira Dominga da Quaresma (ou das Tentações)
02 – Sermão de Santo António (ou dos Peixes)
03 – Sermão da Sexagéxima (ou do Evangelho)
04 – Sermão do Bom Ladrão (ou da Audácia)
05 – Sermão da Epifania (ou do Evangelho)
06 – O Pranto e o Riso, ou as Lágrimas de Heraclito defendidas em Roma pelo Padre António Vieira contra o riso de Demócrito (Roma, palácio da RAINHA Cristina da Suécia, 1674)
S. Paulo, Maio de 2003

Notas
1. Escritor, poeta e jornalista. É oficial do exército português, licenciado em ciências militares pela Academia Militar de Lisboa, e pós-graduado em administração de empresas pela Universidade Mackenzie, com o curso de língua e cultura francesas da Alliance Française. Pertence às Academias Cristã de Letras (Patrono António Vieira) e Paulistano da História, às Ordens Nacional dos Bandeirantes e dos Escritores, e ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, como sócio-titular. Tem vários livros publicados em Portugal e no Brasil.
2. Talvez o mais célebre dos padres do séc. IV e V, foi bispo de Hipona (África) e autor de Confissões.
3. Célebre padroeiro dos namorados, nasceu em Lisboa, em 1195, e faleceu em 13.06.1231, perto de Pádua, onde está sepultado.
4. Filósofo grego (século VI a.C.); autor da obra Sobre o universo
5. Filósofo grego (século V a.C.); autor da teoria do átomo.
6. Estilo ou tendência que prioriza a sensibilidade.
7. Vieira comparava o índio à pedra bruta, a quem o missionário transformava em “estátua”.
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José Verdasca

Hoje é dia de lembrar o Padre Antônio Vieira (Lisboa, 06/02/1608 – Salvador, 18/06/1697) filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Antônio foi para o Brasil com 7 anos e entrou para a Companhia de Jesus aos 25 anos. Ele lutou contra a escravidão indígena, e por isso, teve que exilar- se em Portugal. Foi uma das figuras mais importantes do século XVII por sua atuação política e religiosa, além de nos ter deixado sua obra barroca.

A obra do padre em e-books gratuitos: http://buscapdf.com.br/procurar/?t=Pe.+Ant%C3%B4nio+Vieira&ws=am&p=4

Ana Maria

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