Carlos Alberto Garcia Moreno
11.12.1887/1890 ( ? )
24.06.1935

A única única certeza é que morreu há 77 anos, em 24 de junho de 1935. Que o acidente de avião que pôs fim à sua ascensão á Hollywood teve lugar em Medellín / Colombia . e que é o grande responsável por fazer do tango o gênero do Rio da Prata por excelência, reconhecido em territórios tão distantes quanto Japão ou Alemanha
Carlos Gardel,nasceu em um 11 de Dezembro em 1887 ou 1890,
A vida do cantor de tango está assentada sobre o terreno movediço das possibilidades, de uma sucessão de dúvidas e suposições contraditórias, que tornam a sua história tão enigmática quanto parte dos tangos que difundiu pelo mundo.
Gardel teria nascido em Toulouse (França) ou em Tacuarembó (390 km ao norte de Montevidéu)? Trocou o nome por motivos escusos ou substituiu o próprio nome por o de um irmão mais velho, morto em criança e que se chamava Charles Gardès? Foi filho de mãe solteira ou nasceu no seio de uma família liderada por um militar do interior uruguaio? Ou teria sido fruto de uma relação fugidia de sua mãe, Berta, com um primo, seminarista, que depois foi enviado à Ásia e à África (numa espécie de degredo promovido pelos familiares)?
Seria ainda filho de um francês, quem sabe engenheiro, quem sabe operário, homem que em outras narrativas é apresentado como comerciante, ou viajante, ou empresário da França?
Começou a cantar aos 17 anos e em 1911 formou uma dupla com o cantor uruguaio José Razzano, quem o transformou no fenômeno musical da década. O reconhecimento veio em 1914, quando passou a se apresentar regularmente no cabaré Armenonville, em Buenos Aires.
Após a separação da dupla começam as primeiras viagens ao exterior. No ano 1925, Gardel já era popular em toda a América espanhola. 1927 foi o ano da sua consagração na Europa, alcançando grande sucesso em Paris. Logo viriam Estados Unidos e o cinema. Nos estúdios da Paramount, em Nova York, atuou em vários filmes que fizeram grande sucesso e estenderam ainda mais a sua lenda.
Gardel seria amante da noite, das mulheres, da bebida e dos excessos? Ou, ao contrário, um modelo de superação e contenção pessoal, ao passar de 120 para 75 kilos, depois de uma rotina incansável de exercícios e sessões de sauna?
Na Colômbia, morreu pura e simplesmente em decorrência de um imprevisível acidente de avião ou foi vítima de um tiroteio anterior, ocorrido dentro da aeronave?
Em meio a tantas conjecturas, sobrevivem algumas poucas certezas a respeito do mito: era fanático por corrida de cavalos (e possuía um, chamado Lunático), deu uma casa à namorada oficial, Isabel del Valle (a dúvida reside em outras versões, que acrescentam que foi obrigado a casar-se com ela pelos irmãos da moça, embora não haja documentos que certifiquem a cerimônia).
Aos 25 anos, numa briga de rua, foi baleado no pulmão esquerdo, projétil que o acompanhou durante o resto da vida. Atuou em “Flor de Durazno”, filme mudo argentino de 1917 que marcou sua estréia no cinema. Cantou com Josephine Baker. Compôs 50 canções e interpretou cerca de 1.000 temas, num total de 3.000 gravações, currículo que não o poupou de ter de lutar contra a fama de “bon vivant”.
Provocou tumultos e, diz-se, suicídios com sua morte. Na passagem do corpo por Montevidéu, registra o jornal argentino “La Nación”, à época, que “tochas e candelabros iluminavam a capela, enquanto de todos os lados se iam depositando oferendas florais, que perfumavam o ambiente e atenuavam com seus matizes a gravidade que fluía do tapete negro. A caixa mortuária foi desembarcada coberta pelo poncho de vicunha de Gardel, que apresentava em um de seus extremos, bordadas em ouro, as letras de seu nome e sobrenome. A homenagem popular superou todas as previsões da polícia marítima, e como os férreos portões se abriam aos poucos, acabou por ser impossível impedir os atropelos e violências, que se repetiram ao longo do dia”.
Sobre suas origens, o próprio artista, que tinha o hábito de assumir identidades fictícias em documentos,costumava comentar, com ar divertido, ter nascido “aos dois anos e meio” na capital argentina. O “moreno do Abasto”, como ficou conhecido entre seus pares- por ter passado a infância e a adolescência nesse bairro portenho.
O mito de Gardel atravessou vigorosamente todo o século. Hoje representa um verdadeiro ícone do tango e continua sendo uma das personalidades mais queridas de toda a Argentina. Seus seguidores costumam dizer que ele “canta cada dia melhor”.

Agradecimentos

mibuenosairesquerido.com / informações
Denise Mota / Montevidéo / informações
Foto / Imagens Google – http://www.concursosdaanac.com.br

Ana Maria Ramos

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