Tom Hanks

Thomas J. Hanks
California – EUA
09.07.1956

Tom Hanks é um dos atores poderosos de Hollywood. Consegue aliar imensa popularidade a trabalhos rentáveis e de algum prestígio. O salário superior a 20 milhões de dólares e a certeza de que o filme em que aparece renderá boa bilheteria fornecem material de troca suficiente na hora de tratar com os estúdios.

Hanks não tem perfil de galã,  Desde que começou sua carreira, interpretou tipos comuns, com fraquezas e angústias mais fáceis de se identificar do que aquelas existentes nos heróis. Ele se especializou em mocinhos, não os superpoderosos ou bonitões, mas aqueles que prendem o público por parecerem extremamente reais, capazes de ser encontrados no supermercado ou na vizinhança. Para ele, não existe personagem difícil, e sim papéis bons ou ruins. E ele sabe exatamente qual irá escolher. Tom Hanks é o tipo de ator que está preparado para interpretar qualquer personagem

A estréia de Hanks no cinema aconteceu em 1980, no longa Trilha de Corpos. Sem nenhuma repercussão na indústria, a saída encontrada pelo ator para se manter na carreira foi atuar em séries de televisão. Entre elas estão Happy Days e O Barco do Amor. Apareceu também em algumas edições do Saturday Night Live, programa que revelou muitos atores de talento cômico.

Hanks destacou-se na telona quando atuou na comédia Quero Ser Grande, de 1988. De cara, conseguiu uma indicação ao Oscar e ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia. A facilidade com que interpretava tipos engraçados pôde ser vista em outras duas produções realizadas no ano seguinte: Meus Vizinhos São um Terror e Uma Dupla Quase Perfeita.

Era início da década de 90 quando Tom Hanks mudou a imagem que se tinha dele tanto nos estúdios como na mente do público. O prestígio e o reconhecimento vieram com Filadélfia, em 1993. O drama era sobre um advogado homossexual vítima do HIV que foi demitido do trabalho assim que descobriram sua doença. O filme suscitou um debate sobre o preconceito tanto com relação à opção sexual como no que se referia à doença, que ainda era desconhecida para a maioria das pessoas. O ator ganhou seu primeiro Oscar naquele ano.

A década de 90 foi tempo também de novos projetos, com o início de uma promissora carreira como diretor (The Wonders – O Sonho não Acabou, 1996) e produtor (minissérie Da Terra a Lua, 1998).

Em 1994, veio outro prêmio. Forrest Gump – O Contador de Histórias agradou em cheio à Academia hollywoodiana e Hanks se tornou, ao lado de Spencer Tracey, o outro único ator a ganhar a estatueta em dois anos consecutivos. Depois disso, seu prestígio se consolidou. Os roteiros, cuidadosamente escolhidos, lhe renderam mais duas indicações ao Oscar: O Resgate do Soldado Ryan (1989) e Náufrago (2000).

Mas não só de bons moços vive Hanks. Em 2004, o ator encarnou com mérito, e com direito a cavanhaque, um auto-irônico líder intelectual de criminosos de meia-tigela em Matadores de Velhinhas. Ele já havia estreado como um vilão – e bom pai de família – em Estrada Para Perdição, de 2002.

Os filmes estrelados por Tom Hanks se tornam, quase sempre, extremamente populares. É difícil um deles ser fiasco de bilheteria. Sua carreira mantém certa estabilidade, mesmo quando não fatura milhões. E as produções de sucesso podem variar, de acordo com a versatilidade do ator; Mensagem pra Você, por exemplo, é uma das comédias românticas mais bem-sucedidas de Hollywood na atualidade.

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